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As fosas do terror

Este sábado 8 de Novembro tivo lugar a primeira visita guiada polas fosas comuns e os enterramentos clandestinos presentes no Cemitério de Sto. Amaro. Organizado pola Comisión pola Recuperación da Memoria Histórica da Corunha (CRMH) este roteiro supóm um primeiro reconhecimento, trás décadas de silêncio, da existência destas fossas comuns, nas que numerosos grupos de cidadáns assassinados forom feitos desaparecer.

Falamos da desarticulaçom da sociedade civil depois do golpe de estado por meio do assassinato colectivo, como mostram as 14 fossas comuns do 4º Departamento nas grupos enteiros de pessoas forom soterrados de forma anónima, e que dám conta das distintas matanzas que tiverom lugar na cidade entre Agosto e Dezembro de 1936.

Estas fosas também som o exemplo da resistência da cidade e da sua comarca contra o fascismo. Numha destas fossas forom soterrados o 24 de Outubro de 1936 um total de 15 mozos dos bairros da cidade. Cari, familiar dum deles (Manuel Seoane Díaz) falou-nos da vida deste moço anarquista do bairro da Silva, e do projecto que está a levar adiante para recuperar a sua vida atravês dumha publicaçom ilustrada.

Também visitamos o lugar anónimo onde foi soterrado José María Saavedra Díaz, presso no Cârcere da Corunha, executado a garrote vil em 1949. A continuaçom visitamos o 3º Departamento, onde existem fosas comuns baixo os nichos e o asfaltado cimentados a partir dos anos 50.

Alejandro Basilio Palacios e José Torres forom assassinados juntos e soterrados nestas fossas. Os seus netos, Loli Álvarez e Chema Palacios contarom-nos as ameaças que sofrerom as suas famílias por tratar de buscar e recuperar aos seus familiares. Visitamos também o lugar onde se encontram os restos sem dignificar do Capitán Tejero Langarita e os de Antonia Blas, a primeira mulher assassinada na Corunha polos franquistas.

O carnet de telegrafista de Fortunato Carreras Trigo (O orixinal conservase no Instituto Jose Cornide de Estudos Coruñeses)

Visitamos também o nicho de Fortunato Carreras Trigo, chefe da estaçom marítima de radiotelégrafos, presso no cârcere da Corunha e tiroteado polos centinelas da prisom. A sua família fugiu aterrorizada a Madrid. O seu filho de 14 anos, traumatizado, passou messes naquela cidade procurando algumha rua que dera ao mar. Mantivo oculta a história do assassinato do seu pai durante décadas.

Já no cemitério civil falamos do estrano traslado e inumaçom do General Caridad Pita, cujo corpo foi conduzido e tutelado polos seus verdugos e soterrado em secreto umha noite de novembro de 1936.

Também desvelamos o lugar onde ainda se atopam ocultos alguns restos, como umha esvástica de formigom, do mausoleu nazi que se inaugurou em Novembro de 1944 profanando o cemitério civil. As autoridades franquistas nom duvidarom em coquetear co III Reich até o último momento. Mentres os soldados nazis eram soterrados com honores, a poucos metros, os guerrilheiros galegos executados a garrote vil eram sepultados em enterramentos calndestinos. Estes enterramentos clandestinos tiverom lugar até anos despois de terem-se celebrado os juíços de Nuremberg.

Momento no que se pode ver o acceso da representación nazi no día da inauguración do mausolelo nazi no cemiterio civil
Mausoleo nazi tras a inauguración no cemiterio civil de Santo Amaro na Coruña

A impunidade, o terror e o silêncio durou até décadas depois da morte de Franco. Com este roteiro pretendemos contribuir à que a verdade saia à luz. 50 anos depois da morte de Franco, miles de pessoas assassinadas pola ditadura e que forom soterradas em fossas comuns por todo o território galego continuam desaparecidas.

Desde a CRMH da Corunha queremos agradecer a colaboración da Confederación Intersindical Galega (CIG) na organización desta actividade.

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